Faxina existencial: você já fez?

Fazer uma faxina no lar é apenas o início de uma faxina muito maior: o desejo de ter uma vida mais feliz, mais simples e com mais significado. A casa pode ser um espaço de liberdade de escolha, de exercício da criatividade e de profunda realização pessoal.

Você já fez uma faxina na sua vida? Chamo de faxina existencial a vontade dos brasileiros de mudar a própria vida. Fazer uma faxina na casa é apenas o início de uma faxina muito maior: o desejo de ter uma vida mais feliz, mais simples e com mais significado.

A casa de hoje pode ser um lugar de diversão, de segurança e de afeto. Não é mais uma prisão compulsória para as mulheres, que só podiam ser, até muito recentemente, esposa, mãe e dona de casa. Também não é apenas um símbolo de status, poder e prestígio para despertar a inveja dos outros. Muito mais do que isso, a casa pode ser um espaço de liberdade de escolha, de exercício da criatividade e de profunda realização pessoal.

Como disse uma professora de 50 anos: “Eu me separei e fiz uma verdadeira revolução na minha vida. Comecei pela minha casa. Troquei todo o piso, mudei os estofados, coloquei mais cor na minha vida. Decidi deixar a casa exatamente do jeito que sonhei. Adoro ficar em casa, curtindo meu espaço. Nunca imaginei que fosse tão gostoso morar sozinha”.

Não são apenas as mulheres que descobriram a importância de fazer uma faxina existencial. Um advogado de 45 anos contou: “Meus filhos já são adolescentes. Resolvemos mudar e agora cada um tem seu espaço. Demos tudo o que não usamos para instituições e resolvemos ter uma vida mais simples prática”.

Ele disse que cada um arruma o próprio quarto e que gostam de conversar na cozinha enquanto lavam a louça. “Todos são donos da casa, todos têm direitos responsabilidades. Na nossa família não existe a figura da dona de casa que tem a obrigação de cuidar de tudo e que não se sente reconhecida por fazer um trabalho cansativo e desvalorizado.” A faxina na casa é o símbolo de uma mudança de vida radical. Junto com o que não serve mais dentro da construção, muitos aproveitam para jogar fora também o que não serve mais fora dela: no trabalho, na família e no amor.

Na década de 1960, um brasileiro vivia 48 anos, em média, segundo o Censo 2010 do IBGE. Hoje vive 73,4 anos. A população com 65 anos ou mais saltou de 2,7% para 7,4%. O número de filhos por brasileira caiu de 6,3% em 1960 para 1,9% em 2010. Está ocorrendo uma verdadeira revolução demográfica em nosso país e também em nossas casas: menos filhos, mais pessoas morando sozinhas, mais divórcios, mais recasamentos, novos arranjos conjugais, entre tantas outras transformações.

Estamos vivendo muito maismuito melhor e com muito mais escolhas. Podemos começar novos projetos inúmeras vezes ao longo de nossas vidas. Por que não começar a faxina existencial em nossa casa?

Fonte: Casa e Jardim

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